Poke, ceviche e peixe cru numa varanda sobre os telhados da Pipa, com o mar ao fundo. Abre todos os dias desde as 7:30. Reserve pelo WhatsApp.
Na Avenida Baía dos Golfinhos, no trecho que sobe em direção ao mirante, tem uma varanda alta com uma mesa de madeira contínua que contorna o salão inteiro. Desse parapeito dá para ver os telhados do centro da Pipa e, atrás, o mar aberto com os coqueiros em primeiro plano. É o UMI Fun Kitchen, e o cardápio que chega a essa mesa é de peixe cru: poke, ceviche, tartar e tiradito, servidos das sete e meia da manhã até depois da meia-noite.
As mesas da beirada são contadas: escreva pelo WhatsApp e pergunte por uma na beirada da varanda antes de subir.
| O que é | Restaurante de cozinha japonesa, com bar no local |
|---|---|
| Onde | Av. Baía dos Golfinhos, 965, Praia da Pipa |
| Horário | Todos os dias: café da manhã 07:30–11:30, almoço 11:30–16:30, janta 16:30–00:30 |
| Reservas | Sim, aceita |
| Como se come | No salão e nas mesas externas |
| Dieta | Opções veganas e vegetarianas declaradas |
| Com crianças | Tem cadeirinhas altas |
| Com cachorro | Permitido |
| Estacionamento | Gratuito na rua; é difícil achar vaga |
O cardápio da casa é escrito em blocos e se lê rápido. O eixo é o peixe cru e em volta dele se arma todo o resto.
É uma salada havaiana sobre base de arroz, de folhas ou das duas coisas misturadas, e leva brócolis, tomate cereja, cenoura, cebola roxa, repolho roxo, sunomono, manga, cream cheese e cebolinha, com um mix de gergelim e amêndoas por cima. Sai em quatro versões: vegana ou vegetariana, de salmão, de atum e de camarão. É o prato que a casa coloca à frente e o que melhor funciona no meio do dia.
Aqui está o coração da cozinha. O tartar de atum leva atum e amendoim picados, marinados com shoyu e azeite, sobre guacamole e com chips de batata doce. O tartar de salmão se monta com base de abacate e manga em cubos, cream cheese com wasabi e salmão picado. O tiradito de salmão ou de atum são seis cortes de sashimi com sour cream e uma emulsão de shoyu com azeite, gergelim e cebolinha.
Os ceviches são dois. O de peixe branco vai com leite de tigre e cebola roxa, manga, pimenta dedo de moça, coentro, salsinha, pimentão amarelo e batata palha. O de salmão repete o leite de tigre e soma maçã verde. Depois vêm três rolls envolvidos em folha de arroz: o vietnamita com camarão salteado, o de salmão primavera e o vegano, com shimeji salteado, pepino, abacate e raspas de limão siciliano.
As saladas são quatro: a de atum salteado com hondashi, croutons e maionese de abacate; a Nami, com manga, abacate e tiras de parmesão; a mesma Nami com camarão; e uma de polvo com batata, azeitonas, páprica e vinagre de modena. Entre os snacks estão o guacamole com chips de batata doce, as bruschetas de quatro sabores, o homus de beterraba com pão pita e falafel, e as gyosas suínas com shoyu.
De prato principal são três: o Umi, peixe branco grelhado com crosta de gergelim e molho tarê com vegetais salteados; o salmão cremoso, com crumble de amendoim sobre purê de batata e brócolis; e o wok de atum com arroz e vegetais salteados no shoyu, pimenta, alho e gengibre. Tem ainda três sanduíches em pão chapata — vegano com hambúrguer de grão de bico, de salmão fresco e de atum no escabeche — e, para fechar, torta de limão, brownie com sorvete de baunilha e um prato de frutas da estação.
Tem bar no local, e isso aparece no cardápio: coquetéis, vinho, cerveja e destilados, além de café. As fotos mostram drinques longos em copo alto e taças de vinho sobre a mesa de madeira, com a vista atrás. No meio do dia a carta de bebidas trabalha gelada e à noite o bar toma a cena, porque o serviço segue para além da meia-noite e a casa registra comida tarde da noite.
O café também está declarado, e faz sentido: o serviço começa às sete e meia da manhã, então a primeira faixa do dia é de café da manhã com vista, com a varanda ainda vazia.
A forma do lugar é o que o define. Uma mesa de madeira contínua corre colada ao parapeito e dá a volta no salão inteiro, de modo que boa parte dos lugares olha para fora em vez de olhar para dentro. De dia a luz entra plana e aparecem os telhados, os coqueiros e o mar; à noite o deck acende com luminárias de desenho e luz rosada, e embaixo ficam as luzes do centro.
O Maps descreve o lugar como aconchegante, casual, romântico, tendência e tranquilo, uma combinação pouco comum que explica por que funciona igual para um jantar de dois e para uma mesa de seis. Soma ainda ambiente familiar, grupos, turistas, espaço seguro para pessoas transgênero e empresa que acolhe a comunidade LGBTQ+. A casa se identifica como uma empresa de empreendedoras. Tem banheiro e bar no local, e o atendimento se divide entre o balcão e as mesas com garçons.
Abre os sete dias da semana, sem dia de fechamento. O próprio cardápio divide a jornada em três: café da manhã das 07:30 às 11:30, almoço das 11:30 às 16:30 e janta das 16:30 às 00:30. Ou seja, o serviço não para em nenhum momento entre a manhã e a madrugada, o que é raro na Pipa e transforma essa casa numa saída de horário difícil.
Cada faixa tem sua razão. Cedo, a varanda está fresca e vazia, e o café da manhã com o mar à vista sai sem concorrência. No meio do dia manda o poke, que é rápido, gelado e leve antes de descer para a areia. O fim de tarde é a faixa mais procurada, porque a varanda olha para o oeste do centro e a luz muda sobre os telhados. E a noite é de bar: coquetéis, pratos para dividir e a cozinha aberta até depois da meia-noite.
Como as mesas da beirada são as que todo mundo quer, vale avisar antes. A casa aceita reservas, e para o fim de tarde de um fim de semana é o jeito de garantir esse lugar.
Fica na Avenida Baía dos Golfinhos, no 965, no trecho que sobe do centro em direção ao mirante. Dá para chegar a pé de qualquer ponto do centro da Pipa em poucos minutos, e a referência é simples: subir a avenida até o perfil da vila ficar abaixo e o mar aparecer por cima dos telhados.
Dali até a areia da Praia da Pipa é uma descida curta, então entra bem antes ou depois da praia. Se você chega de Natal ou do aeroporto, os transfers para a Pipa deixam no centro, a algumas quadras.
Sobre o carro, o dado vem da própria ficha da casa: o estacionamento é gratuito na rua, e é difícil achar vaga. Na temporada vale subir a pé.
O Maps declara cadeirinhas altas, então a varanda funciona com bebês e crianças pequenas. Declara também que a presença de cães é permitida. Em acessibilidade a ficha é explícita em dois pontos: a entrada é acessível para cadeira de rodas e o assento também é, que é o dado que de fato define se dá para comer com conforto. Paga-se com cartão de crédito, de débito e por aproximação.
Para quem come leve antes da praia. Um poke gelado no meio do dia e uma descida curta até a areia é um plano que se monta sozinho.
Para um jantar de dois. A ficha declara ambiente romântico e a mesa da beirada olha para o mar; com reserva, o fim de tarde é a faixa.
Para quem come sem carne. Tem poke vegano ou vegetariano, roll vegano, sanduíche com hambúrguer de grão de bico, homus com falafel e guacamole: uma refeição inteira sem sair do cardápio.
Abre. O próprio cardápio da casa diz: aberto todos os dias, sem dia de fechamento.
Abre às 07:30 com o café da manhã e a cozinha segue até as 00:30.
A casa aceita reservas. Para o fim de tarde e para as mesas da beirada da varanda é o recomendado.
Tem, e estão no cardápio: poke vegano ou vegetariano, roll vegano, sanduíche com hambúrguer de grão de bico e homus de beterraba com falafel.
Pode. A ficha declara cadeirinhas altas e ambiente familiar.
Pode, está declarado que a presença de cães é permitida.
É: a ficha declara entrada acessível e assento acessível.
O estacionamento é gratuito na rua, e a própria ficha avisa que é difícil achar vaga. Na alta temporada vale chegar a pé.
Se você quer a mesa da beirada na hora em que o sol cai, escreva pelo WhatsApp e reserve para o fim de tarde: é a faixa em que a varanda enche primeiro.