Pizza Napolitana Feita Na Pedra
Na Avenida Baía dos Golfinhos, no trecho alto da rua principal da Praia da Pipa, tem um terraço coberto de telha com guarda-corpo de madeira aberto para a calçada. No muro de baixo alguém pintou uma fatia de pizza enorme; dentro, na parede escura, está o forno a lenha desenhado com as chamas laranja e o nome: Lá Gula, pizza napolitana. Acende de noite, de terça a sábado.
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| Tipo | Pizzaria napolitana |
|---|---|
| Região | Avenida Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa |
| Endereço | Av. Baía dos Golfinhos 1139, Tibau do Sul (RN) |
| Horário | Terça a sábado 19h–23h |
| Dias fechados | Segunda e domingo |
| Mesas | Terraço coberto sobre a avenida e salão interno |
| Serviço | Refeição no local · entrega |
| Desde | 2023 |
| Contato | +55 84 99475-4943 |
| @la.gula.pipa |
A casa se define no próprio nome pintado na parede: pizza napolitana. Não é etiqueta de enfeite: o que sai é exatamente isso, e se reconhece de longe. A borda — o cornicione — sobe alta, infla e fica malhada de manchas escuras, a marca que o forno muito quente deixa numa massa de fermentação longa. O centro fica fino e macio, de modo que a fatia dobra sozinha quando você levanta.
A margherita é a pizza que mostra o método inteiro: molho de tomate de um vermelho parelho, muçarela fresca espalhada em nuvens irregulares que derretem sem cobrir toda a superfície, folhas de manjericão que tostam de leve no forno e um fio de azeite. Nada além disso. Quando uma cozinha coloca essa pizza na frente, está dizendo o que importa para ela.
Do outro lado do cardápio estão as pizzas de sempre, montadas sobre a mesma massa. Tem uma de cogumelos, com os champignons laminados sobre muçarela derretida e azeitonas pretas espalhadas. Tem outra com queijo ralado por cima, que derrete em fios e dá um tostado mais seco ao conjunto. E tem a de meio a meio, que é a das mesas de dois: de um lado calabresa e presunto com cebola roxa, do outro tomate em rodelas, muçarela e manjericão.
Da cozinha saem dois tamanhos diferentes e eles não são a mesma coisa. Tem a napolitana individual, redonda e pequena, do tamanho de um prato raso grande, com a borda bem inflada: é uma por pessoa e se come com a mão, dobrando a fatia. E tem a redonda grande, que chega na bandeja de metal, já fatiada, com a borda mais baixa e a superfície coberta de ponta a ponta: essa é a de dividir e é a que aceita meio a meio.
O erro mais comum é pedir duas individuais achando que são grandes, ou uma grande para uma pessoa só. Em dois, o que funciona é uma grande para os dois ou uma individual para cada um; em quatro, duas grandes dividem melhor do que quatro pequenas e ainda sobra espaço para uma massa no meio da mesa.
A cozinha também trabalha massas. Na mesa aparece um prato de ravióli servido num creme de queijo azul, com as pintas verdes à vista no molho, sobre toalha quadriculada de vermelho e branco. É o prato para quem na mesa não quer pizza, e o que transforma uma pizzaria em cantina.
O atendimento é de mesa: você entra, senta, pede e come ali. A casa trabalha também com entrega, então a noite em que ninguém quer sair da pousada está resolvida.
O que se vê na mesa é o que acompanha uma napolitana sem competir com ela: cerveja bem gelada, servida da garrafa no copo, e água. A geladeira da entrada fica à vista da rua, com as latas enfileiradas, e o balcão está logo depois da porta. Como a casa só abre à noite, a cerveja chega gelada de verdade desde o primeiro pedido, sem o sol do meio-dia batendo na mesa.
O ponto tem duas partes. A da frente é um terraço coberto com estrutura de madeira e telhado, aberto para a avenida, com guarda-corpo de tábuas e luminárias penduradas nas vigas. Come-se ali, na altura da calçada, vendo quem sobe e desce pela rua principal.
A de trás é o salão, com a parede pintada de azul escuro e o logo da casa em tamanho grande: um forno a lenha branco com as chamas laranja saindo pela boca, o nome em cima e o ano de abertura embaixo. Uma fita de luz azul corre pela borda do teto e um ventilador de parede mexe o ar. A mesa de serviço, ao lado da entrada, tem a geladeira de bebidas e o material da casa.
No muro baixo que separa o terraço da calçada tem um mural: uma fatia de pizza desenhada em preto e branco e, ao lado, um quadro-negro para escrever a noite. É o sinal que você procura da rua, porque o ponto fica no alto e a placa principal está dentro.
Abre de terça a sábado, das 19h às 23h. Segunda e domingo está fechado. Esse é o dado mais útil da ficha inteira, e vale anotar antes de caminhar até lá: dois dos sete dias não tem atendimento, e um deles é o domingo, justo quando meia vila sai para comer.
O horário também define o plano. Não tem almoço nem tarde: a casa trabalha quatro horas, das sete às onze da noite. Se a ideia é jantar cedo depois da praia, chega-se às sete e sai-se com a noite ainda pela frente; se é jantar tarde, tem que entrar antes das onze.
Na alta temporada a avenida enche a partir do pôr do sol e o terraço é pequeno, então vale avisar no WhatsApp antes de sair da pousada. E se o dia que sobra para você é domingo ou segunda, a entrega também não é opção: os dias de fechamento valem para tudo.
Fica na Avenida Baía dos Golfinhos 1139, a rua que atravessa a Praia da Pipa de ponta a ponta. É o trecho mais alto, o que sobe saindo do centro, então dá para chegar a pé do centro de Pipa pela própria avenida, sem desvio nenhum.
Da Baía dos Golfinhos sobe-se pela mesma rua, de modo que entra bem no caminho de volta da praia, antes de passar pela pousada. Se você chega de Natal, do aeroporto ou de outra praia do litoral, veja as opções de transfers para resolver o trecho até a vila e depois andar a pé.
Para quem sabe o que é uma pizza napolitana e quer exatamente isso: massa de borda alta e malhada, muçarela fresca e manjericão, assada na hora.
Para a mesa de dois que não chega a um acordo: a meio a meio resolve, e se um dos dois não quer pizza, tem ravióli.
E para a noite em que se quer comer bem sem se produzir: o terraço dá para a avenida, entra-se de chinelo vindo da praia e o cardápio é curto e direto.
Não. Fecha domingo e segunda. Atende de terça a sábado.
Às 19h, e atende até as 23h.
Não. A casa trabalha só à noite.
Napolitana: borda alta e malhada, centro fino, muçarela fresca e manjericão.
Tem, massas. Na mesa aparece ravióli ao creme de queijo azul.
Fazem, além do serviço no local.
Dá. Uma das pizzas que sai da cozinha vem dividida em dois sabores.
Depende do formato. A napolitana individual é uma por pessoa; a redonda grande chega fatiada na bandeja e dá para duas.
O terraço é coberto e fica na altura da calçada, com guarda-corpo de madeira separando as mesas da avenida. Também tem salão interno.
Na Avenida Baía dos Golfinhos 1139. A referência da rua é o mural com a fatia de pizza pintada no muro do terraço.
O ano de 2023 está pintado ao lado do logo do forno, na parede do salão.